Miley Cyrus revela última conversa com Dolly Parton antes da morte da cantora

Rainha do country faleceu em 25 de agosto, aos 80 anos, após uma breve batalha contra o câncer

SHARE

SHARE

Miley Cyrus e sua madrinha Dolly Parton
Miley Cyrus e sua madrinha Dolly Parton

Miley Cyrus, 33, revelou detalhes da última conversa que teve com Dolly Parton, sua madrinha. A rainha do country faleceu em 25 de agosto, aos 80 anos, após uma breve batalha contra o câncer.

Em entrevista ao programa de Zane Lowe, da Apple Music, a jovem estrela relatou que o último contato entre as duas aconteceu enquanto ela apresentava a Dolly seu novo álbum, que foi lançado nesta sexta-feira (18).

"A última vez que conversamos, que acabou sendo a nossa despedida, eu estava contando a ela sobre este álbum. Apesar de sermos tão diferentes, é isso que nos tornava perfeitas uma para a outra; ela sabia disso, e eu também", declarou.

A intérprete de "Flowers" disse acreditar que a autenticidade de Dolly foi um dos motivos que fizeram o público se conectar com ela ao longo de sua carreira de sucesso.

"Ela é conhecida, eu acho, pela encenação, pelo artificial, pelo cabelo, pela maquiagem, pelo espetáculo, mas existe uma parte dela que é justamente o que eu acho que atrai todo mundo: o quanto ela é verdadeira e autêntica."

Miley então refletiu sobre a fase em que interpretou Hannah Montana, personagem que escondia sua identidade de cantora famosa enquanto levava uma vida comum, e fez um paralelo com a própria experiência de construir uma persona pública.

"Houve uma época em que nós tocamos nisso com Hannah [Montana], quando grande parte da minha vida era sobre uma persona."

A cantora afirmou que Dolly a ajudou a compreender que é possível construir uma imagem pública e, ao mesmo tempo, preservar a própria identidade.

"Acho que uma forma de enxergar isso é que você ainda pode ter uma persona e ainda ser quem você é."

A artista acrescentou que, embora sua imagem pública muitas vezes seja marcada por uma estética extravagante, existe uma versão mais reservada dela que também faz parte de sua personalidade.

"Às vezes eu chamo o que faço de drag, porque a forma como me apresento é de alguém que é muito diferente da pessoa que alimenta a tartaruga todas as manhãs. Mas, ainda assim, essa pessoa está dentro de mim; eu só meio que a deixo desligada."