Harry e Meghan afirmam que Meta 'pagou para evitar' julgamento sobre danos a jovens
Casal criticou dona do Instagram e do Facebook após acordo para encerrar disputa sobre segurança de adolescentes nas plataformas
O príncipe Harry, 41, e Meghan Markle, 45, fizeram críticas ao "modelo de negócios baseado na extração de dados" adotado pela Meta, que reúne plataformas como Instagram, Facebook e WhatsApp. A empresa concordou em pagar 18 bilhões de dólares (cerca de R$ 95 bilhões) para encerrar uma ação coletiva nos Estados Unidos que a acusava de estimular a dependência de adolescentes das redes sociais.
O casal, que retornou ao Reino Unido no início da semana, após seis anos nos Estados Unidos, declarou que a Meta recorreu ao acordo bilionário "para evitar mais um julgamento que a obrigaria a assumir responsabilidades".
A negociação encerra uma disputa judicial nos EUA e prevê mudanças nas plataformas para aumentar a proteção de adolescentes. O conglomerado era acusado de empregar recursos que poderiam levar ao uso excessivo das redes e prejudicar a saúde mental dos jovens.
Harry e Meghan, que nos últimos anos passaram a atuar em campanhas pela segurança de crianças no ambiente digital, afirmaram por meio de um comunicado: "Celebramos ao lado de pais e jovens parceiros, especialistas jurídicos e de políticas públicas e aliados de todos os lugares que lutam por responsabilização. Como sempre, estamos ao lado deles enquanto buscam justiça daqui para frente, garantindo que a segurança das crianças na internet esteja incorporada a qualquer espaço virtual onde nossos jovens passem seu tempo."
O acordo encerra as alegações apresentadas por 47 estados norte-americanos. Em contrapartida, a gigante da tecnologia anunciou um conjunto de novas medidas de proteção e ferramentas de controle que serão aplicadas automaticamente a usuários menores de 18 anos no Instagram e no Facebook, sujeitas à aprovação judicial.
Entre as medidas estão um bloqueio automático do uso dos aplicativos entre meia-noite e 6h da manhã; o silenciamento de notificações durante o horário escolar; a ocultação do número de curtidas e reações nas publicações; e a restrição a filtros que podem criar padrões de aparência distorcidos entre adolescentes.
A Meta também se comprometeu a dificultar a criação de contas por menores de idade e a ampliar os recursos destinados a proteger os jovens de conteúdos prejudiciais.
As novas medidas, no entanto, não serão aplicadas a usuários de outros países.