Chris Pratt critica IA e diz que a tecnologia não o substituirá como ator

O astro acredita que a ferramenta não conseguirá substituir a ‘alma humana’

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Chris Pratt, 46, criticou a criação de atores com inteligência artificial (IA) e garantiu que não deixará a tecnologia acabar com sua carreira.

O astro não poupou críticas à “atriz” de IA Tilly Norwood e insistiu que o pânico em Hollywood sobre a tecnologia substituir humanos em papéis artísticos é “besteira”.

Chris, que atua profissionalmente há mais de duas décadas, disse em entrevista à Variety: “Eu não sinto que alguém de IA vá me substituir. Acho que é tudo besteira essa [discussão em torno] da Tilly Norwood. Eu nunca a vi em um filme, não sei quem é essa porcaria.”

O ator estrela o novo filme “Justiça Artificial”, que mostra aos espectadores um futuro em que a IA está no comando.

Apesar de suas críticas, Chris acredita que a tecnologia pode ser uma “ferramenta incrível” para cineastas contarem histórias, além de possibilitar produções mais econômicas.

“[A IA] inevitavelmente vai provocar uma disrupção na indústria. Estamos no meio de uma revolução intelectual. Não somos a primeira nem a última indústria a ser impactada por isso e acho que seguimos em frente.”

“Grandes cineastas vão continuar fazendo grandes filmes e provavelmente vão implementar essas ferramentas se isso ajudar a otimizar produções, se ajudar a reduzir os custos de produção. É inevitável.”

No fim das contas, ele afirmou que acredita que a IA não vai substituir a essência humana, algo que ele considera vital nas produções.

“Eu não acho que isso vá substituir a alma humana de um diretor ou de um roteirista, ou de um ator, ou de um cantor, ou qualquer uma dessas profissões que exigem aprendizado humano, sofrimento, visão e arte.”

“Existe uma conexão de alma quando você assiste a um filme. Nossos corações também se conectam ao material. Talvez não conseguimos compreender totalmente esse sentido, mas ele está lá. Com a ausência de uma verdadeira conexão, simplesmente não vai parecer certo. Não vai parecer bom.”

“Vai faltar alguma coisa. Talvez não consigamos articular completamente o que irá faltar, mas acho que é a alma humana. Isso me conforta”, concluiu.