Bono, do U2, revela como Rosalía inspirou nova música e admite nervosismo ao procurá-la

Cantor teve medo de parecer invasivo ao entrar em contato com a estrela espanhola

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Bono fala sobre nova faixa
Bono fala sobre nova faixa

Bono, 66, revelou que hesitou antes de entrar em contato com Rosalía, 34, por receio de parecer um "perseguidor" ao pedir permissão para usar o nome da cantora no título de uma faixa do U2.

A artista espanhola é a inspiração para "The Mirror Maker (Rosalía)", música do aguardado álbum da banda irlandesa, "Carnaval de Luz", que será lançado no dia 13 de novembro.

A aproximação entre os dois aconteceu por intermédio da atriz Penélope Cruz, 52, amiga de Bono, mas o vocalista admitiu que pensou duas vezes antes de procurar Rosalía, com medo de parecer inconveniente.

Em entrevista à Rolling Stone, o cantor explicou: "Liguei para Penélope: 'O que vou fazer?'. Ela disse: 'Apenas ligue para ela'. E eu pensei: 'Vou parecer um perseguidor'."

Rosalía ficou lisonjeada com a homenagem, mas Bono confessou que ainda não teve coragem de encontrá-la pessoalmente para apresentar a versão final da música.

"Ela tem sido muito receptiva e me fez rir bastante. De certa forma, acho que não conseguiria encontrá-la agora. Estou apenas criando coragem para enviar a mixagem final para ela."

Bono também revelou a inspiração por trás da faixa e falou sobre artistas capazes de "atravessar o espelho", expressão que ele usa para definir pessoas que conseguem enxergar além do óbvio.

Ao apontar Rosalía como uma de suas referências, o músico admitiu ter se sentido constrangido com a projeção meteórica da estrela espanhola antes do lançamento da música.

"Rosalía certamente é uma delas. É um pouco constrangedor que ela tenha se tornado tão famosa antes de lançarmos a música. Mas isso não importa para mim. Todo mundo conhecia Martin Luther King também", disse o astro, em alusão ao líder dos direitos civis nos Estados Unidos, homenageado pelo U2 na música "Pride (In the Name of Love)".

Bono disse acreditar que a jovem cantora tem uma forma de enxergar o mundo que também orienta seu próprio trabalho: "É essa ideia de que somos corpo, alma e espírito, uma noção um tanto arcaica e até ingênua, e ela aborda isso com muita coragem e um humor autodepreciativo. Não existe apenas a física; existe a metafísica."