Harry e Meghan criticam novo livro explosivo e acusam autor de promover 'teoria delirante'

Casal criticou a obra do jornalista Tom Bower e disse que autor ultrapassou a linha entre a crítica e a obsessão

SHARE

SHARE

O príncipe Harry, 41, e sua esposa, a duquesa Meghan Markle, 44, criticaram as alegações a seu respeito feitas em um novo livro sobre a família real britânica, afirmando que não passam de uma "teoria conspiratória delirante".

Um porta-voz do duque e da duquesa de Sussex - que se mudaram para a Califórnia após deixarem as funções como integrantes da realeza em 2020 -, afirmou que o livro "Betrayal: Power, Deceit And The Fight For The Future Of The Royal Family" [ainda sem título em português], do jornalista britânico Tom Bower, "ultrapassou a linha entre a crítica e a obsessão".

Trechos da obra - que estão sendo publicados em série pelo jornal The Times antes do lançamento oficial ainda neste mês -, incluem a alegação de que a esposa do rei Charles III, a rainha Camilla, teria dito a amigos que Meghan havia "feito uma lavagem cerebral em Harry".

O livro também afirma que um ex-executivo dos Invictus Games - competição esportiva criada por Harry para militares e veteranos de guerra feridos -, considerava Meghan uma distração para os participantes, e chegou a descrevê-la como uma "ostentação, não reabilitação".

Em comunicado, o porta-voz do casal reagiu às acusações. "[O autor] é uma pessoa que declarou publicamente: 'a monarquia, na verdade, depende de obliterar o casal Sussex da nossa vida pública', uma linguagem que fala por si só. Ele construiu uma carreira promovendo teorias cada vez mais elaboradas sobre pessoas que não conhece e que nunca viu. Quem estiver interessado em fatos vai procurar em outro lugar; quem busca teorias conspiratórias delirantes e melodrama sabe exatamente onde encontrá-lo."

Procurada pela imprensa, a Fundação Invictus também se manifestou e afirmou ser "decepcionante" ver atenção sendo dada a "comentários que parecem ser motivados por posicionamentos já conhecidos, e não por uma compreensão genuína dos Jogos Invictus e da comunidade que eles apoiam".

Em nota, a entidade declarou: "A fundação existe para apoiar a recuperação e a reabilitação de militares e veteranos feridos, lesionados ou enfermos de todo o mundo. Tentativas de deslegitimar os competidores ou minimizar a experiência de pessoas que convivem com lesões físicas e também com traumas invisíveis, como o transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), são profundamente desrespeitosas com os homens e mulheres para quem os jogos foram criados. O foco deve permanecer onde ele pertence: na coragem, na recuperação e no espírito de solidariedade as pessoas que se dedicaram a servir."

O Palácio de Buckingham não comentou o conteúdo do livro, que também analisa o fim do contrato dos Sussex com o Spotify, a mudança de nome da fundação Archewell e a possibilidade de uma reconciliação pública do casal com o rei Charles quando os Jogos Invictus Games forem realizados em Birmingham, em 2027.