Ex-assistente de Britney Spears levanta suspeita de conspiração após prisão da cantora

Pessoas próximas acreditam que o episódio poderia ser usado como desculpa para restabelecer algum tipo de tutela sobre a cantora

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Britney Spears
Britney Spears

Um ex-assistente de Britney Spears levantou suspeitas de que a prisão da cantora por dirigir embriagada nos Estados Unidos possa ter sido parte de uma tentativa de prejudicá-la ou até de recolocá-la sob algum tipo de tutela judicial.

A artista, de 44 anos, foi detida na semana passada no condado de Ventura, na Califórnia, sob suspeita de dirigir sob influência de álcool ou drogas - infração conhecida nos EUA como driving under the influence (DUI). A eterna princesinha do pop foi liberada algumas horas depois e deverá comparecer à Justiça no dia 4 de maio.

A detenção ocorreu poucos dias após Britney vender seu catálogo musical por cerca de US$ 200 milhões (R$ 1,04 bilhão), o que reforçou sua independência financeira após o fim da tutela judicial que controlou sua vida por 13 anos e foi encerrada em novembro de 2021.

Em entrevista ao programa Extra, Sean Phillip - que trabalhou como assistente da estrela - disse considerar o momento da prisão suspeito.

"Acho que existem algumas pessoas querendo prejudicá-la... O momento é muito estranho: ela conquista independência financeira e então é presa..."

Segundo o profissional, pessoas próximas à artista acreditam que o episódio poderia ser usado como argumento para tentar restabelecer algum tipo de tutela sobre a cantora, mecanismo judicial semelhante à interdição no Brasil, que transfere a terceiros o controle sobre decisões financeiras e pessoais.

"Todos nós achamos que isso é uma armadilha para colocá-la de volta em uma tutela, porque adivinhe o que aconteceu quando a tutela acabou? As pessoas pararam de receber dinheiro."

Sean também opinou que Britney ainda não tem total controle sobre sua vida, mesmo após a suspensão oficial da tutela.

"Não acho que ela seja livre. Ainda existe um plano de cuidados em vigor. Particularmente, não acredito que ela tenha acesso a todas as suas finanças, mas muitas outras pessoas têm. Não acho isso justo."