Michael Jackson era faixa-preta em artes marciais, revela ex-segurança do cantor
Matt Fiddes disse ter se surpreendido com o nível técnico do falecido cantor
O cantor Michael Jackson (1958-2009) era faixa-preta em artes marciais e cultivava, longe dos holofotes, uma dedicação especial à modalidade, segundo revelou seu ex-segurança Matt Fiddes.
De acordo com o ex-funcionário, o eterno Rei do Pop iniciou os treinos ainda na infância, ao lado dos irmãos Tito, Jermaine, Marlon e Jackie, integrantes do The Jackson 5. A prática teria sido incentivada pelo pai, Joe Jackson (1928-2018), que queria que os filhos soubessem se defender.
Especialista em taekwondo e fundador de uma rede internacional de escolas de artes marciais, Matt disse ter se surpreendido com o nível técnico do artista quando o conheceu, em 1998, após ser apresentado a ele por um amigo em comum, o ilusionista Uri Geller.
"Uri me apresentou a Michael Jackson quando nos tornamos amigos e ele passou a confiar em mim. Michael já era faixa-preta", relembrou ele durante participação no podcast Stripping Off.
O treinador afirmou que o cantor desejava avançar na graduação. "Joseph Jackson fez com que todos os Jackson 5 estudassem artes marciais. [Michael] queria continuar o treinamento para conquistar o Segundo Dan [nível avançado dentro da faixa preta]. Ele era muito bom. Não só ele. Tito, Jermaine, todos eles praticavam. Todos os Jacksons. Joseph queria que eles soubessem se proteger. Joseph era boxeador, o pai deles."
O ex-segurança disse acreditar que a influência das artes marciais podia ser percebida na performance de Michael no palco. "Se você olhar para a dança de Michael Jackson, há chutes, socos e bloqueios ali. Há um pouco de tudo."
Matt também relatou que o artista era fã de carteirinha de Bruce Lee (1940-1973) e estudava seu estilo de luta, o Jeet Kune Do. "Ele era fanático por Bruce Lee. Você sentava para assistir a um filme com Michael e ele sabia cada palavra. Não importava quantas vezes já tinha assistido, ele via várias vezes seguidas."
Na mesma entrevista, Matt comentou que Michael tinha o hábito de depositar sua confiança em pessoas que não mereciam. "Ele era o autor do próprio destino, mas ele tinha essa péssima mania de confiar nas pessoas erradas. Nos dez anos em que o conheci, ele teve cerca de 12 empresários diferentes, alguns muito bons e outros muito ruins."
Michael faleceu em junho de 2009, aos 50 anos, vítima de uma parada cardíaca motivada por uma overdose de remédios como o anestésico propofol, receitado por seu médico pessoal, Conrad Murray. O profissional de saúde foi condenado em 2011 por homicídio culposo.